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publicado em 08/03/2016

escrito por Rudmar Moscarelli*
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A obra é ilustrada com casos da clínica real, que tornam compreensível a aplicação prática dos conceitos por ele formulados. A leitura desta obra, permite ingressar no universo da homeopatia de Sankaran.

Ele considera-se, ao mesmo tempo, um homeopata “clássico e contemporâneo”. Vemos Sankaran fundamentalista quando ele mostra, por exemplo, em sete parágrafos do Organon, Hahnemann referindo-se à “sensação”. Em várias passagens, ele enfatiza a necessidade de todo homeopata conhecer na profundidade as obras básicas da matéria médica e usar o repertório para a aplicação correta da lei da semelhança e a consequente escolha adequada do remédio. Ele se torna inovador, ou mesmo peculiar, quando, a partir de uma revisão de sua experiência pessoal na tomada do caso, modifica o foco da história do paciente. Primeiramente, ele ouvia a história começando com dados abrangentes e aparentemente desconectados e depois ia passo a passo até o centro. No seu método, ele busca a desarmonia central básica - a sensação vital - a partir, apenas, da queixa principal.

Sankaran percebe a sensação vital como uma consequência da Ilusão que o doente apresenta e que é a origem da patologia. Para ele, à semelhança de Kent; para quem a origem da doença é um distúrbio da vontade e do entendimento; todo paciente tem uma percepção individual que difere de maneira expressiva da situação real, é a sua ilusão.

Fica explicito em sua obra a evidência que não é a expressão da verdade ou da realidade que relatam que o mundo aparente aos nossos sentidos, as ilusões tomam vulto de maior relevância.

Ele escreve: “Esse padrão ou sensação, do qual nossa ilusão surge, parece ser quase a voz do espírito de algo dentro de nós [...] Parece uma nota dissonante. Pode-se considerar a analogia de duas vozes cantando duas melodias diferentes dentro de nós ao mesmo tempo. Uma melodia é humana e está em seu local adequado. A outra melodia, embora também bonita, está simplesmente fora de lugar dentro do ser humano”.

A desarmonia entre essas duas “canções” surge um conflito. A totalidade dos sintomas e sinais é originada a partir desse distúrbio básico. Diz ele que essa outra “canção” não possui uma vibração humana, mas pode ser encontrada nos três reinos da natureza, mineral, vegetal e animal. Reconhecendo essa “canção” não humana, o médico escolhe o remédio preparado a partir de uma substância que tenha uma “canção” semelhante a essa vibração dissonante que o paciente apresenta.

Se a vibração não humana do paciente tem sintonia com os reinos da natureza, diz que, cada doente tem características que o aproximam desses reinos. Assim, quem precisaria de remédios minerais apresenta dificuldades em sua “estrutura” e “organização”, por exemplo, ruptura de relacionamentos, fracasso no desempenho e perda de posição. Os remédios vegetais seriam indicados a quem possui elevada sensibilidade, como os que apresentam muitas modalidades, interessados em artes, plantas, utilizando com frequência expressões como: “não suporto”, “me machuca”, “sou sensível a”. A principal questão dos que necessitariam remédios de origem animal é a competição, a sobrevivência, expressando-se através de comportamentos agressivos, malignos, enganadores ou buscando atenção e tentando cativar.

Enfatizando o reino Mineral, Sankaran atribui características semelhantes a elementos de um mesmo período da tabela periódica; da mesma forma, famílias de plantas e animais podem ser classificados por características especiais.

  1. Buscando a sensação vital, ele percebe que os sintomas dos pacientes podem pertencer a sete níveis:
  2. Nome: é o diagnóstico clínico da doença
  3. Fato: é a vivência de seu transtorno como um sintoma local.
  4. Sentimento/Emoção: qualquer que seja a sua doença, sua experiência do transtorno será emocional. Por exemplo, pode assustá-lo, enraivecê-lo ou torná-lo ansioso.
  5. Ilusão: aqui, a experiência do paciente será em termos de imaginação, como o paciente percebe o seu sintoma. Por exemplo, ele diz: “Esta dor de garganta está me matando. ”
  6. Sensação: o paciente vivencia o sintoma em um nível geral, como uma sensação geral, por exemplo, uma sensação de torção ou estiramento.
  7. Energia: a vivência do transtorno ou queixa será na forma de um padrão energético, por exemplo, de inquietação ou apatia.
  8. Sétimo nível: não tem denominação específica e funciona como elo de ligação entre o primeiro e o sexto nível. O que não está revelado no consciente, incrustado em forma de crenças no subconsciente.
  9. Sankaran, dá a maior importância uma vez que os sintomas só começam a ser valorizados a partir da Sensação, que é o objetivo a ser perseguido pelo Homeopata na anamnese e onde o sintoma deve, finalmente, ser repertorizado, pois é ali que se encontra a causa do adoecimento do paciente.

 

*(Rudmar Moscarelli é Coordenador Geral da ABRAHCON)

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