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publicado em 05/04/2016

escrito por Evanildo Viana
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Nascido em Paranaguá no dia 12 de novembro de 1874, Nilo Cairo teve uma vida intensa, tendo que enfrentar situações difíceis, inclusive em sua vida familiar, o que não o impediu de realizar grandes obras, fato que demonstra seu grande poder de resiliência.

Ainda quando criança perdeu a mãe, e o pai casou-se com a tia. A primeira esposa de Nilo Cairo veio a falecer por causas ligadas ao parto de seu primeiro filho, o qual nasceu deficiente e faleceu alguns anos depois. Em 1904, ao realizar uma manobra militar, teve os dois tímpanos rompidos em um acidente, sendo obrigado a abandonar a carreira militar. Mostrou-se contrário à Revolta da Vacina. Em 1910 casou-se pela segunda vez, porém o casamento não era feliz e pouco tempo depois de ter uma filha, sua segunda esposa manifestou tuberculose. O casal mudou-se para Palmeira na busca de tranqüilidade para que ela pudesse se curar. Em menos de 10 anos sua segunda esposa faleceu. Em 1927 devido, principalmente, a males físicos, mudou-se para Paranaguá; o agravamento das dores o fez ir para o Rio de Janeiro onde sofreu uma cirurgia e acabou morrendo em 06 de agosto de 1928.

Mas o que Nilo Cairo produziu? Ele foi aclamado nosso presidente honorário por “pena”? Não, Nilo Cairo sempre foi muito estudioso e curioso pelas mais diversas áreas do conhecimento. Estudou em escolas de Paranaguá, Rio Grande, Curitiba e posteriormente na escola militar da capital da República (em 1891). De lá voltou como segundo-sargento de arma da artilharia, em 1894, sendo promovido a primeiro-tenente em 1899 e chegando a major somente em 1911 “devido a burocracias”.

Fez curso de armas e artilharia, bacharelado em ciências físicas e matemáticas. Cursou medicina e em 1903 recebeu o grau de Doutor pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Em 1906 veio morar em Curitiba. Então mudou-se para Palmeira onde criou a Revista Homeopática do Paraná, a qual depois tornou-se Revista Homeopática Brasileira, que foi publicada por sete anos consecutivos (até 1912, ano da criação da Universidade Federal do Paraná). Assim que sua esposa melhorou voltou à Curitiba e fundou o “Dispensário Homeopático Infantil”.

Nilo Cairo procurou uma pessoa de maior influência política para ajudá-lo na fundação da Universidade e encontrou em Victor Ferreira do Amaral essa figura. A Universidade do Paraná foi fundada por eles em 1912. Passaram-se cinco anos de trabalho e frente às grandes dificuldades de legitimar a Universidade devido a, principalmente, impasses políticos. Nilo Cairo então resolveu isolar-se; partiu para São Paulo (Mogi das Cruzes), serviu-se da agricultura e escreveu livros como “A cultura da terra” e o “Guia prático da cultura do fumo”. Estava feliz e satisfeito com a condição rural, teve até bons rendimentos com mate e com o chá; fazia questão de ser alheio aos acontecimentos políticos de qualquer espécie; ia à igreja e atendia a pessoas em sua própria residência.

Guardava rancores das peripécias enfrentadas no Paraná, porém sempre esteve acompanhando o processo da Universidade e de forma até opinativa. Uma prova são as constantes cartas trocadas com pessoas daqui, em especial com Victor Ferreira. Em 1920 Nilo Cairo já estava com os ânimos curados. Voltou a morar na cidade, fez um tratamento de saúde em 1922 no Rio de Janeiro e no final desse mesmo ano voltou ao Paraná. Chegando aqui retornou às tarefas que havia deixado em 1917.

Adepto às convicções positivistas, Nilo Cairo escreveu vários livros nas mais diversas áreas; foi professor na áreas de fisiologia, patologia geral, anatomia patológica, histologia, anatomia macroscópica, homeopatia, geologia, desenho linear, aquarela e mineralogia, historia universal e do Brasil, química biológica e botânica, zoologia, geografia do comércio, história do comércio, obstetrícia e química médica. Em 19 de dezembro de 1917 foi empossado como 1º diretor da UAM (União Acadêmica de Medicina), na qual foi aclamado como presidente honorário. No dia 8 de julho de 1928 (após seu falecimento), por unanimidade, tivemos a mudança do nome da UAM para CANC (Centro Acadêmico Nilo Cairo) que se tornou, posteriormente, o DANC.

Em 1921 tivemos a colocação de seu busto no saguão do edifício da antiga Universidade. Em 1933 a estátua foi removida para a praça Santos Andrade e foi colocada sobre os restos mortais de Nilo Cairo, que “reside” ali até hoje.

Autor

  • Émerson Albertasse Alves

Bibliografia

  • “Nilo Cairo (Biografia)”, de DAVID CARNEIRO
  • “História do DANC”, de Márcia Dalledone Siqueira

Colaboradores

  • Prof. Ipojucan Calixto Fraiz
  • Barbara Wolski Corrêa

 

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