Leia nosso

Post

publicado em 17/05/2016

escrito por Rudmar Moscarelli
Número de visitas: 686

 

Nessa edição do blog, estou trazendo um importante artigo escrito pelo renomado Médico Homeopata pediátrico. Estou compilando na íntegra.

Criança pode ter depressão?
A depressão não é exclusividade dos adultos. A maioria das pessoas confunde depressão e tristeza. A tristeza tem foco determinado, tem tempo determinado, e tem uma circunstância plausível; por exemplo, a pessoa pode estar triste por causa da morte de uma pessoa querida. Existe uma razão. A depressão – a palavra diz: pressão para dentro – o indivíduo não consegue localizar. Não sabe por que e não consegue entender. Essa é a essência da depressão: não conseguir entender de onde vem. Não existe um porquê. Em algumas circunstâncias, depois de muito estudo, você consegue determinar alguns indicadores que dizem: “isso é uma circunstância de depressão”, Mas a depressão, teoricamente, não tem uma explicação. Na verdade, tem muitas e porque tem muitas, nenhuma delas compensa.

A tristeza é saudável?
Claro. Tristeza por uma pessoa querida que foi embora ou pela perda do emprego são situações compreensíveis. Eu não diria saudável, mas compreensível, porque você consegue localizar e, localizando, você encontra recursos que te tiram dessa situação de tristeza.

Como reconhecer uma criança com depressão?
Falarei sobre algumas – inclusive não podemos fugir das espirituais. A criança tem indicadores da depressão. É fácil você perceber quando uma criança está deprimida. Se ela estiver num canto chorando, aborrecida, ou se auto-mutilando, ou se destruindo, ou quebrando coisas das quais ela gosta, então você entende que essa criança está passando por uma fase difícil. É uma pressão que ela está sofrendo interiormente, portanto, uma depressão. Mas existem crianças que não têm os mesmos sintomas clássicos, de choro, melancolia, irritabilidade, e aí você tem que identificar. Eu acho que o grande indicador é o rendimento escolar. Uma criança que sempre teve um bom rendimento escolar, uma criança viva, que sempre participou das atividades escolares de grupo, de brincadeiras, bom aprendizado, de repente, começa a ter queda no rendimento. Os pais são chamados na escola e aí o psicopedagogo fala: “Seu filho está deprimido”. O grande desafio da depressão não está exclusivamente na depressão em si, porque se você tem um problema, encara o problema, procura resolver. Mas existe muito tabu. O pai diz: “O meu filho deprimido?”. Ninguém aceita isso. Ou então: “Onde foi que eu errei?”, ou “O que você fez?”, “A culpada é a avó”. A não aceitação é a grande dificuldade.

O que levaria uma criança a estar num quadro de depressão? A maneira como ela é tratada pode ser um motivo?
Um exemplo frequente no nosso meio é o bullyng. Quer dizer, a criança acaba se expondo a atividades que lhe são desagradáveis para poder agradar ao grupo. Ela está demonstrando uma baixa autoestima. A demonstração de baixa autoestima é um dos sintomas que compõem a “Síndrome da Depressão”. Por que uma criança que não gosta de uma determinada atividade é obrigada a passar por aquilo? Para agradar ao outro. Se não agradar ao outro, não é aceita. E, se não é aceita, ela vai ficar excluída. Isso demonstra um valor interior baixo e isso deve ser levado em consideração.

Se os pais não aceitam fica muito mais difícil para a criança?
Fica a recomendação. Se o filho começa a ter sintomas que são incomuns, tanto excesso de alimentação quanto inapetência, excesso de sono ou insônia plena, irritabilidade em momentos que não deve se irritar, ausência de envolvimento em situações que sempre foram agradáveis, está acontecendo uma mudança no comportamento. A criança está dando sinais que alguma coisa não vai bem. A instabilidade de humor é um indicativo da depressão. É importante que a família busque alguma ajuda, algum aconselhamento, para que consiga enfrentar essa situação. Agora, a rejeição ao problema é um grande obstáculo que nós temos no tratamento da depressão infantil.

Existem números oficiais sobre a depressão infantil?
Não. É muito difícil os pais assumirem que o filho está deprimido. Então não tem um levantamento de dados. A depressão parece que passa um atestado de fracasso, ninguém quer se expor. Não tem como avaliar. Muitas vezes você pergunta para a mãe como é o filho e ela responde que ele é feliz, que ele é normal, mas você pede o relatório para a escola e vê que não condiz com aquilo que foi retratado. Você tem um imaginário que faz parte da fantasia dos pais. Mas essa idéia de que criança é sempre feliz, que os melhores dias são os da infância, hoje em dia é passível de crítica. Muitas mães colocam o filho na natação, no balé, no piano, um excesso de atividades, uma agenda pior do que a nossa. Os pais não tem tempo para a criança e o resultado aparece.

Quais os efeitos da depressão no desenvolvimento da criança?
Alegria implica em melhor aprendizado. A criança alegre e disposta aprende muito melhor que a criança triste. A criança que recebe amor tem um aprendizado inúmeras vezes maior do que aquela que não recebe. Basta comparar uma criança que tem uma família equilibrada, feliz, dentro dos padrões razoáveis, com uma que foi criada no orfanato. Mesmo que esta tenha potencial de desenvolvimento, não tenha nenhum atraso, nem doença crônica, nenhum comprometimento intelectual, vai ter desenvolvimento e aprendizado que deixam a desejar em relação àquela que tem amor.

A criança com depressão vai ser um adulto com depressão?
Não necessariamente se for tratada em tempo hábil, se for diagnosticada em tempo hábil. Os casos não diagnosticados, não tratados, omitidos e camuflados, possivelmente, são um caminho fértil para depressão no adulto. É importante que a gente entenda que a alegria da criança vai implicar num adulto mais alegre.

O senhor é pediatra e homeopata. A homeopatia pode ser usada no tratamento da depressão infantil?
Sim. Não existe um pacote pronto. Como também não existe um pacote pronto dentro da alopatia. Temos algumas drogas dentro da alopatia que mexem com mediadores químicos e dão sensação de bem-estar, de conforto, porém, efêmera, que nem sempre permanece quando retira o remédio. Aí eu não acho uma boa situação. Eu acho que buscar o diagnóstico e assumir o problema é fundamental. A criança precisa de bons conselhos – do psicólogo e também de quem tem experiência de vida. Tem criança que é humilhada. A criança que é humilhada vai ser uma criança depressiva. No lugar da violência física ou de palavras – “você é burro”, “você não aprende”, “você é tonto”, é preciso enaltecer as coisas boas da criança. Melhor do que citar nomes de medicamentos, é importante propor uma reflexão.

Comentários

cadastre-se e receba nossas novidades

Parceiros

Contato

HORÁRIO DE ATENDIMENTO DAS 09 ÀS 17 HORAS DE SEGUNDA A SEXTA


WhatsApp:

(61) 98582 1243
(61) 99958 8017
(61) 98501 1243

CHAT ON-LINE:
SEGUNDA À SEXTA, DAS 9 ÀS 18

E-mail:
atendimento@abrahcon.com

Central de Atendimento:

(61) 3346-4481

Formas de pagamento

Selos